Wednesday, April 27, 2011

WHAT IS GOING ON?

Word on the street is that Olivier Rousteing is Balmain's latest creative designer. That being said, Christophe Decarnin is old news e resta-nos agora esperar para saber quem irá suceder a John Galliano na icónica maison Christian Dior e, por incrível que pareça, quem irá ocupar o lugar do estilista inglês no comando sua própria marca. Sounds crazy, hun?

Os factos são sobejamente conhecidos. John Galliano, fazendo justiça ao rótulo de enfant terrible que lhe foi atribuído nos primeiros anos de carreira, proferiu comentários anti-semitas em público e, como seria de esperar, viu o seu lugar na Christian Dior comprometido. Até aqui, no surprises. Mas eis que, durante a passada semana, John Galliano foi despedido da marca que leva o seu nome e que o próprio fundou nos primeiros anos da década de 90. A situação é, no mínimo, caricata e põe a nu as consequências que podem advir quando um designer decide vender parte da sua marca a um dos grandes grupos económicos que regem o mundo da Moda. Naïve quem ainda acredita que Moda é Arte.

O que aconteceu com John Galliano apenas serve para relembrar que os casamentos na Moda estão longe de ser eternos e que, mais cedo ou mais tarde, impõe-se a necessidade de trazer sangue fresco para as grandes maisons. Existem casos de sucesso, existem outros que não correram tão bem. Recordo-me, por exemplo, de Tom Ford, o melhor que podia ter acontecido à italiana Gucci, mas cuja imagem excessivamente sexualizada da mulher não encaixou na perfeição na minha beloved Yves Saint Laurent. Não quero com isto dizer que as colecções foram um flop - pelo contrário - apenas não foi um casamento bem sucedido. Mais recentemente, a dupla que agora está à frente dos destinos da Valentino teve um início conturbado, situação que depressa foi ultrapassada e a Valentino é actualmente uma das marcas com mais hype.

Sobre os destinos da Christian Dior, já se fazem apostas. 


O nome mais apontado é, provavelmente, o de Riccardo Tisci. O designer italiano tem feito um trabalho exemplar na Givenchy e, no que interessa à casa Dior, é hábil na arte de conceber stand out dresses no departamento Couture. Fala-se, igualmente, na possibilidade de Hedi Slimane, que foi em tempos o responsável pela Dior Homme e que conhece bem a casa francesa, todavia o designer já veio a público negar qualquer possibilidade de voltar à Dior.


Há ainda quem refira Alber Elbaz. Recorde-se que Elbaz já foi dado como certo, há um ano atrás, como sucessor de Karl Lagerfeld na Chanel, mas tal não passou de um boato e, se me pedissem a minha opinião, diria que dificilmente irá assumir qualquer cargo na Dior. O mesmo sucede com Marc Jacobs, embora exista em mim uma forte curiosidade para saber o que faria ele no lugar deixado vago por John Galliano. Dries van Noten que, como já devem ter percebido, é um dos meus favoritos, também tem sido referido. Todavia, se van Noten se mantiver fiel aos seus princípios, será praticamente impossível que aceite qualquer proposta da Dior (ou de qualquer outra casa).


Se estes são nomes de peso e com uma carreira firmada no mundo da Moda, existem outros, com um passado mais recente, que também têm vindo a público. Um dos nomes referidos é o da dupla Marchesa. Perdoem-me a frieza - não sou de todo fã da marca - mas Gerorgina Chapman não tem estaleca para o que a maison Christian Dior precisa. É certo que o segmento Couture é um dos mais proeminentes na casa francesa, mas não basta e, indo mais longe, tenho as minhas dúvidas sobre a capacidade de reinvenção da dupla. Uma aposta mais interessante é o das irmãs Mulleavey - responsáveis pela it label Rodarte - que, segundo se consta, agradaria a Anna Wintour. Por último, Erdem Moralioglu, da marca inglesa Erdem, conhecida pela feminilidade dos cortes e pelos prints com temas florais e que, confesso, me desperta uma certa curiosidade. Não sei como Moralioglu se sairia na parte Couture, mas em Prêt-a-Porter deixa-me muito expectante.

Como o post vai longo, penso que Tisci será o nome mais certo. Qualquer que seja a decisão, a próxima temporada de desfiles prenderá a nossa atenção. Quais são as vossas apostas?

8 comments:

  1. Adorei o texto como sempre.
    Eu continuo a achar que estão só a dar tempo à reahab dele, depois ele volta e em grande.

    ***

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  2. @ we agree to disagree Por minha vontade, seria isso que aconteceria. Mas não sei, não!

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  3. Isto anda por aí uma onda de revolta só pode (; Eu não opino sobre o que não sei, e alguns dos nomes não conheço o seu trabalho, mas: pelo que se lê Tisci é quase garantido; e concordo com o facto de as "marchesas" não terem estaleca para Dior!! Não têm de todo, apesar de eu adorar o seu trabalho.

    E, em relação aos coments anteriores, não concordo de todo com a volta dele para Dior, e achei a postura da marca exemplar!! A marca "dele" pode fazer o que quiser (não sou fan do trabalho dele), mas espero que a Dior mantenha a posição, pois as suas atitudes foram demasiado graves, e não quero saber se estava "com os copos" ou não. Uma coisa é ser apanhada a consumir cocaína (fez rehab, ficou "boa", bla bla - tudo bem), mas comentários como os que ele fez não se esquecem, e com razão. E uma maison como Dior não deve ser associada a coisas tão "infelizes", mesmo que para isso dispense um excelente criativo.

    Beijos

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  4. Eu vinha comentar exactamente o mesmo do primeiro comment...
    Embora não ache correcto que ele volte à Dior (por muito talentoso que seja, por muito bons que os seus trabalhos sejam não cobrem a atitude vergonhosa que ele teve), também acho que é deixar passar um tempinho, deixar a ‘tempestade assentar’ e ele voltará ao lugar dele... Veremos.

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  5. Aposto em Ricardo Tisci.

    Mais um post destes e és convidada para Vogue ;)

    bjs*

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  6. Pois bem, eu se fosse cliente da Dior deixava de ser, independentemente de quem fossem buscar. Iludido é quem pensa que a Dior está muito preocupada com o anti semitismo, preocupou-se foi com o escândalo e assim se despede a pessoa que aumentou brutalmente as vendas da casa Dior. Claro que o que ele fez nao foi certo e estar bebêdo tambem nao lhe tira a responsabilidade, mas qualquer dia promovem-se pessoas por serem umas queridas, querem ver? Não conhecia o mundo da moda tão politicamente correcto!Pode ser que da proxima que o Lagerfeld diga que ninguém quer ver mulheres com corpos realistas na passerelle seja metido no olho da rua também. Ia-me dar um certo gozo, confesso.

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  7. @ Anonymous Independentemente do que aconteceu, a verdade é que a Dior perde um dos designers mais criativos e geniais de sempre e que, como dizes (espero que não te importes se te tratar por "tu"), contribui largamente para o aumento das vendas.

    Quanto ao Lagarfeld, parece estar a imune a tudo! Até ver...

    Vou ter saudades do Galliano, sobretudo pelas suas colecções Couture, em 2003, 2004. De qualquer forma, vamos voltar a ouvir falar dele!

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